I Congresso Encantado de Educação e Cidadania e Encontro Nacional de Vereadores terminou neste sábado, dia 15, voltado ao debate sobre os conceitos de Esquerda e Direita, relacionados a partidos políticos, e sobre a minirreforma eleitoral, esclarecendo dúvidas sobre a reeleição ou não de prefeitos e vereadores.

O primeiro tema foi abordado pelo filósofo Gustavo Arossi. Ele apresentou o histórico de alguns dos principais partidos constituídos no Brasil, especificando suas origens e posicionamentos sobre a democracia.

O segundo tema foi abordado pelo advogado especialista em Direito Eleitoral, Fábio Gisch, que atua como assessor jurídico da União dos Vereadores do RS (Uvergs).

Gisch fez um resumo da nova legislação eleitoral, eliminando dúvidas sobre a possibilidade de reeleição de prefeitos e vereadores no pleito de 2020. Segundo ele, para prefeitos, não há nenhuma mudança no sistema já existente. Todos os atuais prefeitos podem concorrer normalmente no próximo pleito. Entretanto, a minirreforma atinge diretamente os vereadores, que para candidatar-se não poderão estar coligados. Falou também sobre as mudanças no cálculo do coeficiente eleitoral e na ocupação das vagas existentes nas Câmaras de Vereadores.

Neste último dia também ocorreu a entrega de Medalhas Municipalistas, pela União dos Vereadores do Brasil, ao prefeito de Encantado, Adroaldo Conzatti, e à Secretária de Educação e Cultura, Greicy Weschenfelder.

Integrantes da comissão organizadora do Congresso, a secretária de Educação e Cultura de Encantado, Greicy Weschenfelder; o presidente da Câmara de Vereadores de Encantado, Luciano Moresco; e o presidente da UVB, Gilson Conzatti, destacaram a relevância dos debates ocorridos nos três dias de evento, que proporcionarão impactos positivos na educação de Encantado e da região ainda neste ano letivo, se consolidando nos demais anos de trabalho.

Esse tema foi o que conduziu o debate no I Congresso de Educação e Cidadania de Encantado na parte da tarde desta quinta-feira, dia 13.

De acordo com o artigo 1º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a educação vem do convívio familiar, da escola, do grupo de amigos, do convívio social.

A introdução foi feita pelo promotor de Justiça, Carlos Augusto Fioriolli, que comparou o ingresso ao sistema educacional na década de 70 e 80 com os dias atuais. “A criança só tinha acesso à escola a partir dos 7 anos completos. Antes disso, quem era o responsável pela educação destas crianças? A família. Agora, a criança recém-nascida é entregue às escolas, onde passam o dia inteiro, e é neste ambiente que começam a sua formação, que criam seus principais vínculos, o que deveria ocorrer no ambiente doméstico”, reforça.

Da mesma forma, o juiz de Direito, Luís Antônio de Abreu Johnson, deixou claro que a responsabilidade pela educação das crianças e jovens vem da família. “Os valores, os aspectos éticos do ser humano, são construídos pela família. À escola cabe os conhecimentos científicos, a alfabetização, e o reforço a esses comportamentos cuja origem é em casa.”

Conforme os painelistas, a família transfere a responsabilidade da educação ao sistema de educação (dirigentes escolares e professores).

“Essa transferência de responsabilidades vem resultando no baixo aproveitamento escolar, porque quando não se tem, no âmbito familiar, a educação básica e fundamental devida, não se pode exigir da escola essa transferência. Os pais cobram dos professores aquilo que é dever seu”, reforçam.

Segundo eles, a saída é dialogar permanentemente. As questões de aspectos morais, a vulnerabilidade social, atinge todas as classes, desde a mais abastada à menos abastada.

Resgatar o protagonismo da escola enquanto espaço de educação científica. Difícil falar isso para a família. Hoje, se transferiu para o Judiciário aquilo que os diretores e professores faziam.

Nesse embate, ouvimos depoimentos de famílias, mesmo mostrando tudo o que o filho faz, a família ainda diz que ele está certo. Não há escola que vá conseguir atingir seus objetivos.

“Todos nós somos responsáveis pela Educação mas não sei que legado deixaremos para as gerações futuras”, finalizam.

Texto: Assessoria de Imprensa

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